MACHADO DE ASSIS, O HERÓI PUSILÂNIME E A CRÍTICA PERNA-DE-PAU

“Quanto mais eu leio Machado, mais eu me rendo à presença de um gênio que nos educa. É a nossa paideia.”

                                                                                                                                                       Antonio Callado

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Machado de Assis nunca foi unanimidade. Sim, porque muita gente pensa que, pelo fato de ele receber a fama de maior escritor brasileiro, é aceito por todos como tal. Pensa-se também que todos os que falam dele, para o bem ou para o mal, realmente o tenham lido, é outro engano. Machado transformou-se num daqueles clássicos que todo mundo tem na manga, mas não na cabeça.

O autor de Dom Casmurro volta agora à cena dos debates, não só por conta do centenário do seu nascimento, mas também porque respeitáveis intelectuais têm questionado a validade da sua obra, ou questionado a validade para determinados fins para os quais ela tem sido tradicionalmente usada, tais como indicação de leitura para o ensino médio e para exames vestibulares. É o caso, por exemplo, do crítico Domingos Pellegrini, que tem sistematicamente, quase raivosamente – para não dizer outra coisa –, rechaçado obras machadianas, sobretudo no que diz respeito ao “herói” dessas obras, das que se diz da fase mais madura. Por “herói” entenda-se aqui, inicialmente, a personagem central do enredo narrativo.

Num ato de coragem, iconoclastia até (porque convenhamos que é preciso ter peito para contrariar a opinião geral), Pellegrini mandou lenha em Machado. Em pelo menos dois artigos impressionantes, de fazer parar para esfregar os olhos, ao nos perguntarmos se realmente estávamos lendo tantas asnices vindo de um crítico conceituado como ele, diz coisas de fazer qualquer um de seus leitores repensarem por que ainda se moveriam a comprar ou pegar para ler um livro com sua assinatura. O problema é que muitas vezes ou o sujeito “se acha” ou parece que, mesmo admitindo intimamente algo que é mais que evidente, elementar, até, quer mostrar tamanho, mostrar que todos os outros estão errados, e ele, o  certo; só ele sabe, ele é o que desvendou a obscurecida verdade primordial! O argumento utilizado como justificativa, embora enviesado, vem fácil, é simples, e sempre o mesmo: “a unanimidade é burra”. Claro que Nelson Rodrigues tinha plena consciência e razão, quando disse isso, mas daí a querer-se justificar com a frase qualquer sandice, são outros quinhentos.

As descargas acontecem nos artigos “Dom Casmurro, obra prima de um gênio? Não e não!” (observe que a leitura sugere mesmo o tom de criança birrenta), publicado no suplemento cultural curitibano rascunho (nº 69, dezembro/2005, p. 6-7), respostado por um leitor no número seguinte (fevereiro/2006, p. 7) e por um outro, bastante arguto, no rascunho 71 (março/2006, p. 7), o que mereceu uma fulminante réplica do crítico no rascunho 72 (abril/2008, p. 6). Obviamente, o que está em jogo são pontos de vista, cada um com suas razões, um dos quais é de um crítico renomado que, a nosso ver beira o ódio a Machado. Ele não pára na obra: vai além e questiona (a partir da obra), o próprio desempenho sexual do autor. Chama-o de múmia.

Pellegrini foca sua fúria na obra Dom Casmurro e em seu protagonista, Bentinho. Em primeiro lugar, ele diz que não entende por que os professores insistem em recomendar para leitura ou análise uma obra tão chata como essa, sobre a qual revela: “não posso deixar de me parabenizar por não ter lido Dom Casmurro nem no colegial, nem na faculdade, para trabalhos escolares que consegui enrolar ou assinar grupalmente” (rascunho 69, p. 6). O crítico se pergunta por que merece lugar de obra-prima uma narrativa (enfadonha e enrolada) cujo protagonista é sem caráter, ou de caráter vacilante, indeciso, homossexual, covarde, preguiçoso, corno, submisso às convenções e valores da sociedade machista e escravocrata, apresentado sem o mínimo de remorsos ou indícios de críticas pelo autor.  Por que, pergunta o crítico, professores, pais e cidadão de bom senso recomendam uma leitura tão sem ética, tão aberrante, a seus filhos e pupilos? Detalhe: para ele, “em Dom Casmurro, autor e personagem” –  ou seja, Machado e Bentinho – “parecem se fundir em simpatia e empatia perfeitas”

Em seu segundo artigo, Domingos Pellegrini é ainda mais provocador: “Bentinho é asqueroso moralmente, sim, e o escritor o endossa inequivocamente, o tom narrativo endossa plenamente o caráter do personagem, o que me basta para rejeitar também o escritor”, diz ele. Outros destaques: “Bentinho é um parasita mau caráter, indeciso e vacilante, adulador quando é do seu interesse, cruel idem, escravagista usante e militante sem qualquer problema de consciência, machista embora homossexual enrustido, e todos acham isso ‘normal’, aceitável porque embalado artisticamente”; “Dizer que Machado trata da sociedade escravocrata e elitista de seu tempo é mentira, na verdade ele aceita e endossa complacentemente essa sociedade, isto sim, o que aliás sua biografia comprova”; “Arrisco até conjeturar que Capitu traiu bentinho por pura e simples insatisfação sexual, nisto Machado também se refletindo no seu personagem, pois seu casamento com Carolina terá sido sexualmente satisfatório? Então, por que não tiveram filhos? Ah, já vejo os machadistas se contorcendo, como ouso, mas ouso, até para vos irritar, conservadores de múmias.”

Evidentemente não é nossa pretensão aqui esticar conversa ou discutir o sexo dos anjos, mas refletir sobre a seriedade das considerações de um crítico literário sobre um autor da estatura de Machado de Assis, uma das referências máximas de nossa literatura, cuja importância não se restringe a um ou dois artigos, nem a um ou dois anos. Essas considerações não dizem respeito apenas a um escritor, mas põem em cheque o próprio caráter da literatura e seu papel na sociedade, num momento em que ela perde cada vez mais espaço para inúmeras superficialidades, e que sua leitura, ou melhor, a leitura, atinge índices sofríveis (por que ler, afinal?… ler o quê? Na concepção de Pellegrini, parece que só nos sobra mesmo O Guarani, ou O Alquimista.), e que ele nos sugere jogar no lixo, ou na fogueira, o Dom Casmurro.

A questão parece ser uma certa concepção de literatura, que tem o Sr. Pellegrini, que não condiz exatamente com a realidade literária. É triste o sujeito passar anos estudando e pesquisando para chegar a análises ou conclusões tão simplórias quanto as do refinado crítico. E o que é pior, ser incapaz de admitir a falácia em que se enredou.

Incapaz, vírgula, obtuso.

Ao condenar Dom Casmurro, o bom moço Pellegrini (que quer dar uma de bom moço, mas destrói com o próprio exemplo tudo aquilo que quis construir com palavras, revelando-se tão humano quanto Bentinho ou Machado, talvez pior: um enrolão) condena séculos de literatura, isto é, condena o próprio objeto com que trabalha.. Não chegou à alta noção literária do crítico que o que Machado colocou em sua literatura foi um personagem baseado num ser humano normal, como outro qualquer, com suas fraquezas, distorções, covardias. E se assim não o fizesse, jamais poderia ser chamado de realista! Ou seja: que importância tem se ele, o próprio Machado estivesse retratado no Bentinho? Ou se o Bentinho fosse homossexual, impotente, lá que fosse, se aquilo não é uma cartilha de catecismo de carolas, mas, sim, uma obra Literária? O crítico simplesmente subestima os professores, deturpando a lógica da leitura Literária, cuja intenção é discutir o conhecimento da realidade humana, com seu lado bom e sua sordidez. O que é pior (para ele) é que a fina flor da literatura mostra mesmo é o grotesco, o sórdido, a desilusão, a desgraça e a vileza a que pode chegar a condição humana, e triste do professor que não souber ou não puder – por pudor – discutir isso com seus alunos!

A cegueira argumentativa é tão grande que ele acusa Machado de Assis de, inequivocamente, endossar o mau-caratismo do personagem Bentinho, o que pode ser comprovado pelo tom narrativo da obra e por ser apresentado sem o mínimo de remorsos ou indícios de críticas pelo autor. O famigerado crítico passou toscamente por cima de uma das principais marcas de Machado, que é a ironia ácida – a qual se deixa colher no próprio discurso escamoteado do narrador, parecendo sempre desmentir o que afirma, e com que, ao querer dar uma de bom moço, escondendo-se atrás do que diz, deixa-se condenar com as próprias palavras – como o crítico! Por outro lado, se não há indício de crítica, como Machado iria entregar tão facilmente – por tudo aquilo que revela dos bastidores de personalidades e caracteres – a própria classe que estaria defendendo? Pela aguçada inteligência que Machado demonstra nas críticas que faz ao próprio Eça de Queiroz[1], seria por demais grosseiro imaginar um Machado tão parvo a ponto de não poder avaliar criticamente o alcance desestruturador de seu próprio trabalho em relação às classes sociais de que se trata.

Acontece que talvez Pellegrini tenha feito uma leitura deturpada de Flávio Kothe quando este afirma que Machado “não se inclina a mostrar o socialmente baixo como elevado (pelo contrário, tende a mostrá-lo como cheio de baixezas, conforme se mostra em figuras como José Dias e Capitu)”[2], e que ele, Machado,  “incorpora-se em narradores pertencentes à classe alta: Dom Casmurro e Conselheiro Aires”[3]. É o próprio Kothe quem prossegue, afirmando: “ele também não mostra a classe alta como sendo simplesmente elevada: pelo contrário, é um moralista que questiona e corrói todas as posturas morais. Não é portanto um autor trivial, nem de direita, nem de esquerda”[4]. Em suma, estamos diante de fenômeno biográfico-literário complexo, que desafia a análise superficial, grosseira, idiossincrática. Faz-se, contudo, necessário perguntarmos se apresentar elementos de uma classe social tida como “elevada”, como é o caso, de maneira rebaixada e mesmo decadente, já não seria por si só indício de deslegitimação dessa mesma classe.

Dentro da régua canônica do Sr. Pellegrini, pensando na literatura brasileira, o que fazer com O Cortiço, de Aluísio Azevedo? Estaria a salvo esta obra, só porque o cortiço, sórdido ambiente central da narrativa, é incendiado no final? O que fazer com o jagunço Riobaldo, do Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa? O que o salvaria, se ele, já velho, revela em seu monólogo que não ama realmente a mulher com quem vive há anos e anos, mas uma morta, da juventude, a quem nunca pôde ter? O que salva da politicamente correta fogueira de Pellegrini, e daqueles que com ele concordam, o personagem de São Bernardo, Paulo Honório mencionado em seu artigo? O fato de esse personagem, como escreve o sarcástico e irado crítico, “ver-se arrependido no final, para ‘purgar os seus pecados’”? Santo e angelical crítico, vamos voltar ao catecismo e ao Graciliano, de novo! Nas suas lições bíblicas, o corretíssimo Pellegrini nunca aprendeu a diferença entre remorso e arrependimento? Então a coisa vai realmente mal. Na base das especulações, em que se engrandecem os mencionados artigos, será que Paulo Honório não seria realmente capaz de praticar tudo de novo? Ouçamos o que diz o próprio personagem, no final da narrativa: “Penso em Madalena com insistência. Se fosse possível recomeçarmos… Para que enganar-me? Se fosse possível recomeçarmos, aconteceria exatamente o que aconteceu. Não consigo modificar-me, é o que mais me aflige.”[5] João Luiz Tafetá parece concordar com nossa leitura. Para ele, o “herói” Paulo Honório “é incapaz de mexer-se, de modificar-se”[6]

Agora, o que faria o Sr. Pellegrini com O Imoralista, de André Gide – inegavelmente um dos maiores autores do romance en abîme da modernidade francesa – cujo personagem gosta de rapazinhos (como o autor). E inclusive deixa pequenos objetos de sua casa bem à mão dos pupilos só pelo prazer de aliciá-los e vê-los a roubar? “Alguns bem gostariam de confundir-me com ele” (com seu herói), diz no prefácio. E acrescenta, contra a acusação de neutralidade(!), “isto é, de indecisão(!)”– a mesma que se faz contra Machado – falando de uma literatura que já querem prontinha, com tudo resolvido para o bel-prazer dessa politiquinha do falso moralismo: “colocar um problema não é supô-lo resolvido por antecedência”[7]. Em outras palavras, o papel do escritor não é resolver problemas, pintar os homens e a vida em quadros cor-de-rosa, dar tudo prontinho e mastigado. Já se vê que uma das opções do autor é manter-se neutro em relação ao personagem que apresenta, sem que por isso possa ser acusado de conivente ou acrítico e quem quiser que tire suas conclusões – e isto, de tão  óbvio, chega a ser banal, na arte em geral.

O problema, como já se disse, vai muito além do personagem de Machado. Está no herói moderno, herói este que Machado, na sua vasta leitura e percepção, já havia cooptado para os seus romances realistas, e nisso merece elogio, por estar à altura de qualquer um dos grandes escritores estrangeiros. Herói que critica e desonera o próprio papel daquele herói tido como sublime, alto, sério, forte, decidido e virtuoso, tanto o clássico quanto o romântico, principalmente os inspirados na cavalaria medieval, em suas respectivas especificidades.

O certo é que qualquer personagem da literatura do tipo em que Machado produz, necessariamente carece de veracidade. A contradição e a incoerência seria ele nos apresentar um herói elevado – a não ser que fosse para o rebaixar depois. Flávio Kothe ensina, por outro lado, que “todo personagem que apenas corporifique qualidades positivas ou negativas é um personagem trivial, pois foge à natureza contraditória das pessoas e não questiona os próprios valores”[8]. Daí se vê que o personagem vacilante, medroso, pusilânime, mentiroso ou brocha nada mais é que um retrato de pessoas “encontráveis” em qualquer esquina, a qualquer momento, em qualquer lugar, na vida real. Querer que Machado teça comentários ou mantenha uma crítica ranheta e evidente sobre esse personagem, para dizer: “olha, eu não concordo com isto!”, isso é uma idiotice.

Criticando a concepção do húngaro Lukàcs sobre a “fisionomia intelectual” do personagem típico, segundo o qual personagens de valor são os que apresentam os problemas gerais da época, que sejam intelectualmente e moralmente positivos, ou “o que exerce os contrastes sociais na sua forma plenamente desenvolvida”[9], Umberto Eco diz que tal concepção leva ao fechamento à compreensão de uma denúncia típica e à desvalorização de autores grandiosos como Flaubert, criador da Emma Bovary, ou James Joyce, criador de Leopold Bloom, ou seja de personagens  tidos como extremamente negativos – imorais ou amorais. “Parece-nos, porém que se tenha personagem persuasiva e capaz de ser sentida pelo leitor como profundamente verdadeira, mesmo onde essa personagem não manifeste sua concepção de mundo, seu modo de agir sobre as coisas e sua personalidade, mas sua impessoalidade, sua ausência de concepções, seu modo de sofrer as coisas sem rebelar-se[10], diz Eco. Isso faz, realmente, refletir…

A literatura é, pois, capaz de compreender o homem como herói (o alto), anti-herói (o baixo) e, hoje, sobretudo o “des-herói” (o passivo, o não-sujeito), como quer Pellegrini – simplesmente porque seu universo é o universo humano, em todas as suas facetas e possibilidades.

A concepção e os achaques do Sr. Pellegrini é de uma semelhança quase assustadora (sem que, evidentemente se coloquem aqui os dois na mesma relação de importância) com o que faz Tolstoi, “o ressentido”, que senta o malho em Sheakespeare a propósito de seus execráveis, horríveis, personagens Hamlet (o paradigma da indecisão na literatura ocidental, tanto que encarna a frase “ser ou não ser, eis a questão”!) e Falstaff, o “parasita”, “covarde”, “fanfarrão”, “corruptor”, “glutão”, “pau-d’água”, “putanheiro”, conforme relata Harold Bloom.[11] Tolstoi dedica-se a ridicularizar Sheakespeare em grande parte de sua obra, com indignação moral. O problema é que o erro insiste em se repetir, mesmo diante dos escancarados exemplos da história. A questão não se coloca agora na mesma proporção. Nem se deve perguntar quem é Tolstoi e quem é Sheakespeare, mas quem é Pellegrini e quem é Machado? A continuar com o mesmo tatear, a crítica brasileira só tem a perder com a pouca confiança que já se tem nela, ou pelo menos com a confiança que já se tem em tão poucos. Esperamos que os demais não façam coro à versão “o pior crítico é aquele que não quer ver”, porque Domingos Pellegrini já é um caso perdido.

Capitu - Série de Luis Fernando Carvalho [Rede Globo

                                                                                        Antonio Aílton

ailtonpoiesis@gmail.com

 [Publicado em: SUPLEMENTO CULTURAL E LITERÁRIO JP GUESA ERRANTE. Ano VII, n. 182 – São Luís, 30.06.2008;

Publicação reunida no SUPLEMENTO CULTURAL E LITERÁRIO JP GUESA ERRANTE: Anuário n. 07(2009). São Luís: Jornal Pequeno, 2009. p. 101-103 ]

[1] Assis, Machado. Eça de Queiroz: O Primo Basílio – O CRUZEIRO, 16 e 30 de abr. 1878, in Bosi et al. Machado de Assis, São Paulo: Ática, 1982.

[2] KOTHE, Flávio. O Herói. 2 ed.  São Paulo: Ática: 1987 (Série Princípios), p. 67, 68.

[3] Idem, ibidem.

[4] Idem, p. 67

[5] RAMOS, Graciliano. São Bernardo. 34 ed. Posfácio de J. L. Tafetá . Rio de Janeiro: Record, 1979, p. 184-187

[6] Idem, p. 216

[7] “Bien poser un problème n’est pas le supposer d’avance résolu.” GIDE, André. L’imoraliste. Paris : Le Livre de Poche, 1967.

[8] Op. cit. p. 58

[9] Lukàcs apud ECO, U. Apocalípticos e integrados. São Paulo: Perspectiva, 2006. (Debates; 19), p. 219-20.

[10] Idem, p. 220.

[11] As anotações sobre o assunto foram tomadas de BLOOM, H. O Cânone Ocidental.Rio de Janeiro: Objetiva, 1995.  p. 55-65.

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